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Já a Seguir

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À boleia de Borat, 5 séries para ver na Prime Video

Manuel Reis, 23.10.20

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Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan, ou Borat 2, chegou hoje à Prime Video - e a curiosidade é muita, nem que seja para ver qual é o novo capítulo no cair de graça de Rudy Giuliani. Ainda não vi o filme - irei tratar disso mais logo - mas tenho usado a Prime nos últimos meses e… até estou bastante satisfeito. É, provavelmente, o segundo melhor serviço de streaming que anda por cá.

Preço e limites: 5,99€/mês, até três ecrãs em simultâneo a ver conteúdos diferentes (ou seja, não é possível estarem dois ecrãs da mesma conta a exibirem o mesmo vídeo), sempre em HD ou 4K (quando disponível nos vídeos, se a rede deixar e se o dispositivo suportar), com qualidade estável (pelas minhas experiências, mais estável do que a Netflix). Claro, este é o preço do Prime Video a solo, sem Amazon Prime, num país que tem sido (de uma forma geral) ignorado pela empresa de Bezos. (Se calhar, ainda bem.)

O player tem o bónus de estar ligado ao IMDb (que pertence à Amazon) e carrega não só a ficha técnica do episódio, como também os actores presentes na cena que estamos a ver… e algum trivia. Tal como na Netflix, a pesquisa também é turbo-carregada, não nos mostrando apenas os títulos óbvios para aquilo que queremos encontrar, mas também os que tiverem algum tipo de relação com aquilo que procuramos. A interface, no geral, é muito dentro do habitual neste tipo de serviços.

O grande calcanhar de Aquiles é a localização para português de Portugal, que é fraca ou inexistente (para além das taxas, também já se legislava isto), sobretudo em produções mais antigas ou publicadas há mais tempo - lá está, ignorados pela Amazon. Outro ponto negativo é a organização de séries - cada temporada tem um registo individual e aparece como resultado único, a fazer lembrar DVDs individuais das temporadas - embora, durante a visualização e consulta das fichas, estejam ligadas entre si. Mesmo assim, pode-se dar o caso de fazerem um site especial - como aconteceu com The Boys - e a ligação na lista de "Watch next" perde-se.

Pelo que vi no Twitter quando anunciaram Borat 2, há algum interesse no filme, e até alguma abertura para experimentar o serviço da Amazon e ver no que dá. Ora, dou-vos aqui cinco bons motivos para a subscreverem - e, assim, pagarem mais um serviço… ou, pelo menos, passarem a subscrever este em vez de um que nos faz ter vontade de atirar o comando à televisão.

"Futebol é vida." Ted Lasso é amor.

Manuel Reis, 09.10.20

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[SEM SPOILERS] Hoje não há um novo episódio de Ted Lasso. E isso deixa-me profundamente triste - embora saiba perfeitamente que a série terminou na semana passada e que vai voltar para uma segunda temporada. Mas vai aparecer em várias listas das melhores séries do ano, com toda a justiça.

E surgiu num momento crucial de 2020 (sim, ainda estamos em 2020).* Com o período eleitoral a decorrer nos EUA (e com tudo o que o resultado final possa significar para os efeitos causados no mundo), com uma pandemia que não dá tréguas e com as estreias de novas temporadas adiadas para daqui a semanas ou meses, esta produção da Apple TV+ ganhou um merecido espaço para se mostrar e exibir uma abordagem diferente.

* Também num momento crucial da minha vida, mas isso é outra história.

Tudo o que precisam de saber sobre a história: Ted Lasso (Jason Sudeikis, Saturday Night Live) é um treinador de futebol americano que é escolhido pela nova dona (Hannah Waddingham, Game of Thrones) de um clube da Premier League para treinar uma equipa de futebol (futebol a sério).

A série podia ser uma simples paródia, um desenvolvimento do personagem de acordo com os sketches que lhe deram origem. Mas foi num sentido completamente oposto, a colocar alguma profundidade no personagem e nas histórias que lhe acompanham. É um tratado contra alguns estereótipos, uma história humana, que joga contra a maré e nos dá um olhar de esperança, com uma interpretação formidável de Sudeikis (há quem lhe antecipe o Emmy), ladeado por um elenco bem acima do competente.

As sequências de futebol não são grande coisa, e é o único ponto da série que talvez pudesse pedir uma melhoria significativa em novas temporadas (e isso sente-se particularmente no final desta). Mas, será que é mesmo necessário? Porque não distrai assim tanto das histórias que a série conta - não apenas as que envolvem Ted, mas todos os outros personagens (mais uma vez, com um determinado personagem a ganhar uma enorme profundidade nas cenas finais do último episódio).

A primeira temporada de Ted Lasso está na Apple TV+, e a segunda vem a caminho, com a série a ter bastante destaque nas mais recentes apresentações da empresa de Cupertino. Experimentem a plataforma, tem boas séries (adorei For All Mankind) e bons filmes originais - e ainda ontem foi anunciada uma extensão dos períodos gratuitos.

 

É preciso falar de saúde mental.

Manuel Reis, 23.06.20

Escrevi uma versão disto ontem à noite, no Twitter, enquanto via o penúltimo episódio da 5.ª temporada de Mad Men (ando a ver a série e, sem grandes spoilers, foi algo irónico ter calhado nesta altura). Fica aqui, com algumas edições para o tornar mais coeso.

Se calhar, em vez de criminologistas, astrólogos, homeopatas, "nutricionistas" que tiraram o curso no Instagram, ou nos códigos das marcas ou vendedores de banha da cobra (literalmente)… se calhar os programas de daytime podiam começar a apostar a sério em falar de saúde mental.

Mas, siga; é o ciclo do costume de "suicida-se um famoso, ai que pena, coitadinho, coitadinha da família, ninguém sabia de nada, ninguém percebia nada", discute-se um bocado de que lado está a razão, noticia-se o método de forma muito específica e sem querer saber das repercussões que pode ter e segue-se em frente. A verdadeira contribuição para a ajuda fica para outro dia. Se é que aparece, de todo.

Não consigo condenar uma pessoa que se mate. Eu não sei o que vai na vossa cabeça. (Às vezes nem sei o que vai na minha.) Mais depressa lhe chamo um acto de coragem - que também não é uma descrição positiva, parece-me um bocado romântica.

Mas a verdade é que é preciso alguma dose de coragem. E não ir em diante não é nenhum sinal de cobardia. É querer tentar outra vez. Tal como falhar e viver para contar a história não é nenhum sinal de incompetência; é… sorte. (Ver isto pelo lado positivo.)

Eu acredito que um suicídio por doença mental é, ou devia ser, uma morte evitável. É isso que custa mais nesta situação: ver um tipo, que até me parecer ter uma vida minimamente boa, que é bem referenciado por todos os que o rodeiam (nunca o conheci nem falei com ele, mas tinha boa impressão), a apagar-se, assim.

Mas essa decisão só é tomada aliada a um grande nível de desespero, e de cansaço desse desespero. Físico ou - no caso deste monólogo - mental. E esse cansaço aumenta, e aumenta, e aumenta. Porque falar sobre isso "é um sinal de fraqueza".

Não é.

O tabu tem de acabar. E é aí que a televisão tem de entrar. Televisão a sério. Isto aqui na net é muito giro, mas a televisão continua a ter um poder MUITO mais abrangente. O que passa lá vem para aqui. Claro, o que escrevo aqui de nada vale se não passarem por lá especialistas devidamente credenciados - psicólogos, psiquiatras, etc. - que desfaçam o bicho de sete cabeças.

Em resumo, algumas coisas que vou repetindo a mim mesmo para manter a sanidade mental:

  • nunca estás sozinho;
  • não há vergonha nenhuma em falar disto;
  • haverá sempre um caminho;
  • pede ajuda;
  • o que os outros pensam de ti? Que se f*dam os outros.

Gostava de evitar o vídeo do cão, mas é a melhor metáfora audiovisual que encontrei até hoje.

Parks and Recreation regressou para nos aquecer o coração

Precisamos de mais Leslies Knope no mundo

Manuel Reis, 01.05.20

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Parks and Recreation deixou saudades, com as sete temporadas em que esteve no ar. Há uma semana, fiquei muito feliz com a notícia de que o elenco da série - o grupo central da terceira temporada para a frente, sem Paul Schneider (lembram-se do Mark?) - se ia reunir para um especial gravado na casa de cada um. E foi… Bom. O estabelecimento dos personagens no primeiro acto (onde estão, porque é que estão naquele local) não pareceu tão forçado quanto podia ter sido, o episódio foi bem integrado no universo da série (tanto com a ferramenta usada para o videochat como tudo o que acontece durante o segundo acto), e a história (mesmo sendo simples) foi muito bem definida, não parecendo tanto uma colagem entre diferentes pessoas - a montagem ajudou. Foi um grande trabalho, com boas audiências - se os envolvidos não estivessem todos ocupados com vários projectos distintos, talvez se pudesse equacionar uma nova temporada de uma forma mais séria. Mesmo assim, são 24 minutos de televisão em que vale a pena pegar - sobretudo se são fãs da série. Se nunca a viram, as sete temporadas estão no Prime Video da Amazon.

O objectivo do especial era recolher fundos para a Feeding America, uma organização norte-americana com um propósito em tudo semelhante ao Banco Alimentar Contra a Fome. Apoiem a Rede de Emergência Alimentar portuguesa - saibam mais aqui.

À conversa sobre “Casa do Cais” (com Ana “Peperan” Correia, Helena Amaral)

Manuel Reis, 30.01.20

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A segunda temporada da Casa do Cais estreou com grande fanfarra na RTP Play, e trouxe a Ana Correia (ou “Peperan”) e a Helena Amaral a estúdio para falarmos da série, do Preço Certo e de jingles.

Ouçam a Epopeia (novos episódios todas as Quintas-feiras, em directo, às 10:40, na RDP Internacional)
Vejam a Casa do Cais

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A verdadeira "Crise" é conseguir ver tudo em Portugal

Crisis On Infinite Earths estreia este Domingo. Ou Terça.

Manuel Reis, 07.12.19
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Brandon Routh (Superman Returns) volta a envergar a capa do Super Homem, numa versão com elementos adaptados da mini-série de BD Kingdom Come. [Imagem via HBO Portugal]

Mais um ano, mais um crossover anual do Arrowverse (as séries da DC Comics na CW): Supergirl, Batwoman, The Flash, Arrow e Legends of Tomorrow (LoT) juntam-se para Crisis On Infinite Earths, a adaptação televisiva da saga de meados dos anos 80. De todos os trailers e fotografias promocionais que têm sido lançados (como a foto que ilustra este texto), já há algumas certezas: para além de Routh (que faz parte do elenco regular de LoT), Tom Welling (Smallville) vai voltar a interpretar Clark Kent, Kevin Conroy vai dar corpo a Bruce Wayne (depois de lhe dar voz desde 1992), há chamadas a séries antigas (o Flash dos anos 90, de John Wesley Shipp, que já tinha aparecido em Elseworlds, o crossover de 2018; mas também Ashely Scott, de Birds of Prey, série de 2002-03), e até dá para incluir, pela primeira vez nas três temporadas da série, Cress Williams, de Black Lightning. Receita para um crossover com expectativas elevadas, até porque é o melhor (ou menos mau, depende da perspectiva) que a DC consegue fazer em live-action.

O crossover começa este Domingo (8 de Dezembro) nos EUA, continua na Segunda e na Terça, e termina no dia 14 de Janeiro num episódio duplo. Para quem está nos EUA, é simples: basta ligar a televisão, ver o que tem a ver. Ou ir à app da CW no dia seguinte. Mas… E fora dos EUA? E cá em Portugal? Onde dá para ver Crisis?

Antes, uma observação necessária para entender isto: apesar de todos estes episódios terem o mesmo título e continuidade entre si, são produzidos e distribuídos como episódios individuais de cada uma das séries a que (efectivamente) pertencem. Por isso, os três primeiros episódios são de Supergirl, Batwoman e The Flash; e os últimos dois serão de Arrow e LoT. Quem viu os crossovers anteriores também pode notar isto com a maior (ou única) presença de certos actores no episódio da respectiva série.

Ou seja: os crossovers não são distribuídos de forma independente das séries, o que complica e dificulta a sua visualização a partir do momento em que saem dos EUA e da esfera do "evento televisivo" que é criada à sua volta. Por outro lado, o espectador está a ver uma série e, de repente, tem um episódio com mais personagens e que não tem nada a ver com a história que acompanhava (se acompanham Arrow ou LoT na RTP, já se devem ter deparado com isto).

Se cada episódio pertence a cada série… Cada série está num sítio diferente. As séries do Arrowverse que fazem parte do crossover estão em QUATRO diferentes canais/plataformas em Portugal:

SérieTemporada actualRTPAXNNetflixHBO Portugal
Arrow(última)InterrompidaInterrompida
(em repetição)
Até à T6
(Maio 2018)
 
The Flash6Interrompida Dois dias depois 
Supergirl5  Dois dias depois 
Legends of Tomorrow(Janeiro 2020)  Até à T3
(Abril 2018)
 
Batwoman1   Dois dias depois


Dá para perceber aqui que há algumas boas notícias: a primeira parte vai poder ser vista em Portugal, embora com um par de dias de diferença em relação à exibição original. Vão é andar a saltitar de plataforma em plataforma:

  • Parte 1: Supergirl (Netflix, Terça-feira)
  • Parte 2: Batwoman (HBO Portugal, Terça-feira)*
  • Parte 3: The Flash (Netflix, Quinta-feira)

* Com estas alterações de calendário, Batwoman acaba por estar disponível na HBO Portugal, excepcionalmente, no dia seguinte ao da emissão original. Quem diria?

a segunda parte, que passa a 14 de Janeiro… será mais complicado. A RTP ainda não anunciou datas de estreia para as novas temporadas de Arrow* ou de LoT (essa estreia imediatamente a seguir ao crossover), mas seria sempre na emissão linear (nada de RTP Play, pelo menos nas temporadas transmitidas até agora) e com pouca fiabilidade de horários. O Netflix também não tem previsão da publicação das temporadas anteriores, muito menos das correntes.

* Arrow estreia primeiro na RTP e só depois no AXN.

Esta situação não é única para Portugal: O exemplo mais simples possível é o Canadá, em que as cinco séries estão separadas entre dois canais diferentes. No entanto, há emissão simultânea com os EUA. Em Espanha acontece algo semelhante, com as séries espalhadas por vários canais ou plataformas - embora com uma transmissão mais a par (ou mais perto) do que temos em Portugal.

É estranho que, em 2020, com a discussão global a acontecer em peso na internet, os espectadores ainda estejam limitados na forma como podem aceder a conteúdos audiovisuais. Por mais serviços de streaming que surjam, é preciso que também exista um mercado de direitos globais, acesso instantâneo para todo o Mundo… E direitos centralizados (neste caso, à Warner o que é da Warner - tudo na HBO Portugal/Max), algo que vai começar a acontecer nos próximos anos e que só ocorrerá para as séries mais antigas quando os contratos actuais se expirarem. Há quem esteja disponível a pagar pelos serviços, mas ter de esperar mais do que 24 horas por um episódio, nos dias de hoje, é absurdo - sobretudo quando existem cópias de igual (ou melhor) qualidade a circular pela internet logo após (ou poucas horas depois) a emissão original.*

* The Flash e Supergirl, inicialmente, tinham os seus episódios no dia seguinte ao da emissão nos EUA. Em Outubro de 2018 passaram a ser disponibilizados dois dias depois - um dos motivos que me levou a cancelar a subscrição do serviço. Sim, só por mais um dia. Sim, sou assim tão picuinhas.

Felizmente existe (e existirá sempre) o Videoclube do Sr. Joaquim(wink wink), mas as ferramentas para deixar de passar por lá já existem - é pena é que as continuem a ignorar.

005: Tanto streaming, tão pouco tempo (com Tomás Agostinho)

Apple TV+, Disney+, The Morning Show, For All Mankind, The Mandalorian

Manuel Reis, 13.11.19

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Em poucos dias, duas novas plataformas de streaming. Mas dá para tanto? Falo um pouco sobre algumas das ofertas do Apple TV+ (The Morning Show, For All Mankind) e do Disney+ (The Mandalorian), e deste novo maravilhoso mundo de consumo com o Tomás Agostinho, do Universos Paralelos.

Referido no podcast: a entrevista de Werner Herzog à Variety.

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004: Joker, Watchmen, Batwoman (com Fábio Conde Martins)

Manuel Reis, 18.10.19

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Após uma pausa para lavar a cara, há um episódio - imagine-se! - inteiramente dedicado a adaptações dos universos DC: Joker, um candidato antecipado aos Óscares; Batwoman, mais uma série no Arrowverse, que acelera para uma Crise; e Watchmen, a nova série de Damon Lindelof (Lost, The Leftovers) para a HBO. Para esta há uma conversa com o Fábio Conde Martins, jornalista da MAGG e autor da newsletter Séries Fixes Para Ver.

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Domingo há Emmys! (com Fábio Conde Martins)

Manuel Reis, 19.09.19

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Os Emmys acontecem já este Domingo, 22 de Setembro! Falo um pouco sobre os nomeados com o Fábio Conde Martins, jornalista da MAGG e autor da newsletter Séries Fixes Para Ver.

Antes que me esqueça: A Cabeça do Ned pode ser nomeada por vocês para os prémios Podes! Passem pelo site, em https://podes.pt/recomendar, e recomendem o podcast.

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