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Já a Seguir

06
Mar18

Óscares: Ainda me estou a auto-flagelar por ter errado Melhor Filme

Manuel Reis

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Depois de falar sobre a triste experiência, está na altura de varrer o chão, apanhar o boletim das apostas e ver que…

 

Porra. Errei Melhor Filme.

 

Não sendo a primeira vez que preenchi o ballot, este foi (sem dúvida) o mais dedicado que preenchi. Tentei ver os filmes que consegui, ponderar sobre as hipóteses, pensar para além da qualidade dos filmes (há muita política envolvida) e… Sabem, provavelmente voltava a apostar nos mesmos. E não posso considerar que tenha corrido totalmente mal: das 24 apostas, falhei 5. No entanto, das 19 apostas em que vi alguns dos/todos os nomeados, errei apenas 2 (Efeitos Visuais e Filme). Não está mal, só que…

 

Porra. Errei Melhor Filme.

 

A de Efeitos Visuais podia e devia ter sido prevista por mim. Afinal, o espectáculo visual que é Blade Runner 2049 ia certamente levar algo para casa, no mínimo Fotografia. E War For The Planet Of The Apes apenas teve esta nomeação. À excepção das três categorias de Curtas, Documentário e Filme Estrangeiro, que estão regularmente nesta situação, nenhum filme com apenas uma nomeação venceu.

 

Nas que fiz às cegas, podia também ter ponderado na vitória de Icarus, documentário do Netflix que está na minha watchlist há demasiado tempo e que fala do escândalo de doping na Rússia, com a política a ser um factor muito, muito forte para esta opção. No GoldDerby a hipótese Visages, Visages era demasiado forte para não ser seguro. Mas as surpresas acontecem. E nada me surpreendeu mais do que ver que…

 

Porra. Errei Melhor Filme.

 

No entanto, escrevi que podia virar para The Shape of Water. A corrida entre os dois era apertada, com Three Billboards Outside Ebbing, Missouri a vencer nos BAFTA e o filme de Guillermo del Toro a vencer o prémio dos Produtores. Este último é normalmente um bom indicador, mas as águas têm estado separadas nos últimos anos. (Em 2017, La La Land venceu nos PGA Awards e, por três minutos, também pensava que tinha vencido nos Óscares.) Dos nove, Get Out é o meu preferido, mas tinha completa noção de que esse não ia ganhar. Call Me By Your Name também já tinha perdido alguma força, Dunkirk ficou-se pelos técnicos (à semelhança de Gravity, que em 2014 venceu 7 prémios em 10 nomeações, mas 12 Years a Slave venceu Filme). Era entre estes dois. Optei pelas indicações recentes, mas parece que houve um regresso à tradição.

 

Errei Melhor Filme.

 

A cerimónia foi bastante sólida. Honestamente, não sei o que esperam da cerimónia para além da entrega de prémios. Jimmy Kimmel esteve seguro e, apesar de eu ser fã, tenho de admitir que não senti falta das referências à "contenda" com Matt Damon. O monólogo foi muito bom, Kimmel está mais forte nos temas políticos (vem de um ano em que esteve a puxar por isso no seu programa) e até gostei do momento com a "plebe" na sala de cinema. Quando é que temos oportunidade de ver o Arnie Hammer com uma pistola de cachorros quentes? Mas também: Como é que não sabia da existência de pistolas de cachorros quentes?

 

No fundo, acabou por ser uma cerimónia OK, com prémios OK, muito previsivelzinha. Funcionou bem. Venham os próximos! (E venham mais tópicos, que já estou um bocado farto deste.)

 

UPDATE: Ainda sobre a cerimónia, isto era algo que podia ter acontecido (tivesse orçamento para tal):

 

26
Fev18

Black-ish merece a vossa atenção

Manuel Reis

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 Entristece-me ver que, quando a Fox Comedy anunciou a estreia de black-ish (hoje, às 22:00, com episódios de segunda a sexta), alguns dos comentários que surgiram eram, no mínimo, racistas. Não vou reproduzir nenhum do seu conteúdo (se os quiserem ler, vão à página de Facebook do canal, que não se dignou a apagá-los), mas vou dar a minha opinião.

 

Sim, black-ish é uma série negra. Sim, passa a perspectiva que muitos afro-americanos têm dos EUA, ou não fosse produzida por Larry Wilmore (apresentador de The Nightly Show, substituiu o antigo programa do Colbert e durou pouco tempo). E, infelizmente, é uma série necessária. Existem problemas com os quais nós (brancos) não temos de nos preocupar. Ainda há pouco tempo vi O Príncipe de Bel-Air, e muitas das situações que eram mostradas há 25 anos continuam a acontecer.

 

Como é que black-ish pega nisso? De frente. Em alguns episódios, abre-se espaço para debate - e um deles é particularmente dramático, pegando nas lições de Norman Lear para nos oferecer 22 minutos de não-comédia numa sitcom, para que a discussão continue também em casa, com os espectadores. Para efeitos cómicos, a maior parte dos personagens brancos na série são ignorantes ou pessoas sem jeito. No entanto, até que ponto é que (nós, brancos) não seremos ignorantes? Não teremos sorte de não passar a vida sem alguns destes problemas? (Problemas esses que também acontecem cá, mesmo que não sejam tão mediáticos.)

 

Independentemente das questões raciais, black-ish é uma excelente comédia familiar, com Dre (Anthony Anderson) e Rainbow (Tracy Ellis Ross) a gerir uma família de quatro filhos. Muito bem escrita pela equipa de Kenya Barris e com uma pós-produção irrepreensível. Experimentem-na.

 

E a todos os racistas que acham que isto é apenas uma série “de pretos, por pretos, para pretos”, não se esqueçam que, se forem para lá, serão imigrantes. E o ambiente para os imigrantes nos EUA também não está muito favorável.

27
Nov17

17 minutos de Agents of S.H.I.E.L.D. para desenjoar de Inhumans

Manuel Reis

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 Agora que a brincadeira Inhumans acabou (ou assim se espera), Agents of S.H.I.E.L.D. regressa para a sua quinta temporada. Vão ser Agentes… NO… ESPAÇO!… Marretas à parte, espero que esta brincadeira acabe depressa e voltem à Terra depressa. Vão ser 22 episódios, a começar em dose dupla já no dia 1 nos EUA. No entanto, e como eles já andam desaparecidos há tanto tempo, a ABC/Disney/Marvel achou por bem colocar os primeiros 17 minutos da temporada online. Facilitando a coisa, cá vai ela:

Quem é o tipo com um capacete à Star-Lord? Onde (e, talvez mais importante, quando) estão eles? Porque é que o Mack está a falar tanto? O que é que o espaço faz à malta da Marvel que fica logo mais (talvez demasiado) animada? Tudo questões que vão ser respondidas (ou não) a partir de Dezembro.

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