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Já a Seguir

Já a Seguir

À distância - 2020-03-17

Manuel Reis, 18.03.20

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5.º dia em (vamos passar a chamar-lhe, e já vão perceber porquê) distanciamento social.

  • No Domingo saí um pouco. Estava enfiado em casa desde Quinta-feira e fui passear pelo bairro. A manutenção de sanidade mental assim o obrigou. Eu sei, é estranho ler que alguém saiu de casa. No entanto, obviamente, quando me cruzo com pessoas, faço os desvios necessários para as manter sempre a pelo menos um metro de distância (e, para qualquer interacção que exista, duplico essa medida). Toco o mínimo possível em superfícies (andem sempre com um frasquinho de álcool gel). Nunca me sentei, sempre a andar. Deu para conhecer alguns novos caminhos que nunca tinha percorrido, e ver onde é que alguns pontos se ligam. É como ir passear o cão - com a diferença de que eu não tenho um.
  • A foto que está aqui acima foi o primeiro sinal que vi de um espaço encerrado. Prático e directo. Não era o único: vários outros locais estavam fechados, bastantes com avisos à porta, mais ou menos improvisados. As esplanadas que existiam estavam um pouco mais espaçadas, e até a sair do seu local habitual (e, possivelmente, fora dos seus limites legais). Comprei pão numa padaria aqui perto, que fechou ontem (16). Aproveitar enquanto ainda há. Agora, só do supermercado ou pão de forma.
  • Dobrar roupa, arrumar roupa. Tanto tempo dentro de casa ajuda a que uma pessoa repense o espaço em que está e a gestão do mesmo. Tentar torná-lo o melhor com o que há.
  • Gravei a estreia d' As Vozes da Dolores. Acho que vou testar uns métodos diferentes ao longo da temporada, para ver o que acaba por me dar menos trabalho, mantendo - ou melhorando - a qualidade do áudio. Foi um episódio fixe, acho que o deviam ir ouvir (e subscrever o podcast, também).

O que surgiu para passar o tempo:

  • Todos os late-night shows americanos estão suspensos, mas Stephen Colbert - que ia fazer uma pausa a partir da próxima semana - lá arranjou forma de continuar o programa. Há-de passar na SIC Radical daqui a uns dias, mas podem ver os dois segmentos no YouTube.
  • Umas certas válvulas têm sido usadas para tratamentos de pacientes com COVID-19 em Itália. No entanto, um hospital precisava de mais, e a empresa que as fabrica não conseguia produzir mais válvulas em tempo útil. Vai daí, uma outra empresa voluntariou-se para imprimir as válvulas em 3D. Problema? As válvulas custam 11 mil dólares, mas podem ser impressas em 3D por apenas um dólar. A fabricante de válvulas está a processar, e este é sempre um bom momento para relembrar que não pode valer tudo, especialmente agora.
  • O Festival Eu Fico em Casa teve boas reacções do público (e vai continuar nos próximos dias com mini-concertos de artistas portugueses), mas tenho de destacar o concerto dos Dropkick Murphys, em Boston, no St. Patrick's. Duas horas de rock. Muito bom. ☘️
  • O blog À Pala de Walsh publicou no seu Facebook uma lista de filmes portugueses disponibilizados de forma gratuita, durante este período de confinamento.
  • Seth Rogen viu Cats, pedrado.

Lista de coisas a fazer amanhã (18):

  • Um episódio da Epopeia, a minha rubrica sobre cultura pop em português na RDP Internacional. Estava para suspensa (devido ao actual momento e às contingências de programação), mas pedi para continuar e lá arranjaram espaço. Vamos ver o que se desenrasca. Vai para a RTP Play e passa na emissão da RDPi na Quinta-feira, às 21:50 - normalmente é o horário de repetição mas, não havendo manhãs, é o que dá para fazer.
  • Lavar um prato do jantar de hoje.
  • Apanhar ar fresco, enquanto não andam por aí chaimites.

Lista de coisas a fazer durante este período (irei actualizar):

  • Acabar de ler a saga Harry Potter - a Ordem de Fénix é um livro demasiado enfadonho e com muita palha.
    • Dependendo do acima, acabar de ver os filmes da saga Harry Potter.
  • Acabar The West Wing - vou a meio da 5.ª temporada, e a saída de Sorkin faz-se notar.

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