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Já a Seguir

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Mutant Blast: Larguem tudo o que estão a fazer

Manuel Reis, 23.10.19

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O poster é do Edgar Ascensão, que me desenhou a capa d' A Cabeça do Ned. Quem o viu e quem o vê!

Isto vem tarde, mas por um motivo: só há pouco é que tive oportunidade de ver Mutant Blast, a primeira longa de Fernando Alle (Papá Wrestling, a excelente Banana Motherfucker) no cinema. E nem foi por falta de oportunidades, mas mais por falta de organização pessoal. Mesmo assim, meti-me numa sala de cinema à meia-noite (com companhia que tem compromissos de manhã) e fui ver. Resultado? Numa escala de 0 a 10, dou-lhe um “f*da-se, é muito bom”.

A urgência do título deve-se a um simples facto: Eu vi este filme tarde; tarde o suficiente para ser difícil motivar-vos a ir vê-lo; tarde, porque o filme já anda a percorrer festivais (tendo passado pelo MOTELx de 2018) há imenso tempo; tarde, porque já o podia (e devia) ter visto antes da estreia no cinema. Estreia essa que apenas aconteceu em 15 salas em todo o país (incluindo Açores), com algumas capitais de distrito (como, com grande pena minha, Aveiro) a ficarem de fora.

Reforço a mensagem de cima: larguem tudo o que estão a fazer e enfiem-se na sala de cinema a ver o filme. Vão ver o Joker? Não liguem, já fez mais de 700 milhões de dólares, vejam depois. Têm de enviar e-mails? Podem esperar. Ver um jogo de futebol? Há jogos todos os dias. Foram ao supermercado e têm congelados? Deixem descongelar, ficam com o jantar feito. Ir buscar os putos à escola? Não é por duas horas. Sexo marcado com * companheir*? Reagendem para outro dia (e vão ao cinema, mas nada de funny business). Uma emergência médica que tem de ser tratada imediatamente? É o último filme que vêem na vida, pelo menos morrem a rir.

Uma viagem louca, surrealista, absurda e extremamente satisfatória, e que, definitivamente, não é um filme de zomb*es. Mesmo com alguns pecados (uma sequência um pouco longa para a emoção que tem, mas extremamente bem resolvida, outra questão de continuidade estranha), foi uma experiência bastante sólida. Vão por mim, é garantia de divertimento. Despachem-se: o filme não deve ficar muito tempo nos cinemas.

Auto-publicidade: Podem sempre recordar a minha conversa (juntamente com mais uns quantos bloggers/facebookers de cinema) com o Fernando Alle durante a Comic Con Portugal deste ano.

004: Joker, Watchmen, Batwoman (com Fábio Conde Martins)

Manuel Reis, 18.10.19

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Após uma pausa para lavar a cara, há um episódio - imagine-se! - inteiramente dedicado a adaptações dos universos DC: Joker, um candidato antecipado aos Óscares; Batwoman, mais uma série no Arrowverse, que acelera para uma Crise; e Watchmen, a nova série de Damon Lindelof (Lost, The Leftovers) para a HBO. Para esta há uma conversa com o Fábio Conde Martins, jornalista da MAGG e autor da newsletter Séries Fixes Para Ver.

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