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Já a Seguir

30
Out17

Thor Ragnarok: Sim, rio-me alto (e o filme é bom)

Manuel Reis

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Fui ao cinema ver Thor: Ragnarok. Já vos digo o que achei do filme. Por agora, vou-vos contar o que aconteceu na sala.

 

Ao intervalo, a rapariga que estava sentada ao meu lado - e que eu não conhecia de lado nenhum - diz-me que não sabia se se estava a rir das piadas do filme ou da minha gargalhada. Disse-lhe que o riso era contagioso. Ela riu-se. E continuámos a ver o filme. E a rir.

 

Não foi a primeira vez que me falaram da (ou que me tentaram mandar um recado sobre a) minha gargalhada. Se acho piada a algo, rio-me. Quanto mais piada acho, mais e mais alto me rio. Enquanto que há quem fique à vontade com isso (até chegam a agradecer-me), há outros que ficam intimidados. Lembro-me que, quando fui ver The Lego Batman Movie, logo após os primeiros 5 minutos duas pessoas que estavam ao meu lado na sala foram ainda mais para o lado da sala. Numa outra situação, pediram-me para me rir mais baixo, ou para não me rir de todo. Amigos, pedirem a alguém para não se rir numa comédia é como pedir carne num restaurante vegetariano: é parvo e não vão conseguir o que querem - a não ser que o filme (ou o restaurante vegetariano) seja mau.

 

Se me podia controlar? Talvez. Se quero? Não. Se acho piada, rio-me. E não é pior do que:

  • Falar alto durante o filme;
  • Estar aos pontapés nas cadeiras;
  • Procurar a pipoca dourada;
  • Procurar a última gota de refrigerante;
  • Mastigar de boca aberta;
  • Mexer no telemóvel (seja em mensagens, a navegar na internet, a falar ao telemóvel ou a ver as horas com o brilho no máximo);
  • Procurar os lugares com a lanterna do telemóvel a apontar para os olhos dos outros espectadores;
  • Achar que o cinema é a vossa sala de estar (não é) e apoiar as pernas na fila da frente como se fosse um puff;
  • Enfiar o cotovelo nas costelas do espectador ao lado.

Como vêem, há coisas bem piores do que alguém a apreciar uma comédia com gargalhadas altas. Riam-se também! Faz bem.

 

Quanto ao Thor: Facilmente o melhor dos filmes do deus nórdico e mais ou menos ao nível do primeiro Guardiões da Galáxia. Era difícil continuar no rumo anterior, com aquela pretensão superior de filme épico sobre deuses. Agradece-se a mudança para algo mais bem humorado. Apenas acho que teve demasiadas piadas (há pelo menos uma que é totalmente desnecessária). A Cate Blanchett é pouco aproveitada, mas trabalha com o que lhe é dado. E Jeff Goldblum a ser Jeff Goldblum, sempre algo que torna qualquer filme melhor (especialmente os que são mesmo mauzinhos). Adorei ver o Anthony Hopkins como Loki-a-ser-Odin, logo no início do filme.

23
Out17

The Orville (Fox/Fox PT)

Manuel Reis

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Qualquer qualificação que seja dada a The Orville, nova série de Seth MacFarlane, pode ser injusta. Não é uma grande série, porque ainda é jovem e ainda não se sente que tenha encontrado um rumo. Não é uma má série, porque conseguiu ultrapassar um piloto m*rdoso com uma série de episódios e de histórias muito, muito boas - sobretudo em "About a Girl" e "If The Stars Should Appear". Embora pareça, não é uma paródia a Star Trek, querendo estabelecer um universo próprio. No entanto, é uma homenagem a Star Trek, pelas histórias cativantes e polarizantes.

 

O elenco está francamente bem escolhido (os mais conhecidos serão o próprio MacFarlane, Scott Grimes, Adrienne Palicki, Penny Johnson Gerald), os actores convidados idem (destaque para Charlize Theron, Robert Knepper, Victor Garber e uma participação especial que não vou revelar para que fiquem tão boquiabertos quanto eu) e o sentido de humor do autor de Family Guy está lá - apenas em menor número e num formato com o dobro dos habituais 22 minutos (o que, sinceramente, me apanhou de surpresa e ajuda a que o piloto seja um episódio francamente mauzinho). Os cortes para intervalo estão perfeitos, numa justa homenagem às séries espaciais dos anos 90/início dos anos 2000. E sim, podem achar que a série pode simplificar demasiado alguns temas, mas lembrem-se: É uma série que tem de resumir cada episódio a menos de 45 minutos e a um formato de storytelling que consiga chamar a atenção do público mainstream - mesmo com temas complexos como mudança de sexo na infância ou distopias religiosas.

 

A série estreia em Portugal dia 23 de Outubro, Segunda-Feira, às 23h05, na Fox. Vai começar com seis episódios de atraso face à emissão americana. Reforço o que escrevi antes: O primeiro episódio é uma m*rda, vejam-no apenas para estabelecer as storylines e dêem-lhe outra hipótese. O segundo já tem mais ritmo, e o terceiro é (dentro do que podem fazer) formidável.

23
Out17

"O que é que vais fazer?"

Manuel Reis

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Muitas vezes me têm dito: «Fizeste e estás a fazer uma cena fixe com 'A Cabeça do Ned' [ACDN]. Está bem pensado, consegues público. Mas, e o que vais fazer depois disso? Afinal, a série vai estar parada durante mais de um ano e, quando regressar, é para a última temporada.»

 

Confesso que não sei. E tenho estado a pensar nisto. O que raio vou fazer a seguir, considerando que o "a seguir", na prática, já é "agora"?

 

Passaram-me várias ideias pela cabeça. Um podcast sobre séries, de uma forma geral? Fiz isso durante três anos no Podcast TVDependente [PTVD], em que durante cerca de 70 a 80 minutos, de duas em duas semanas, em que falávamos de várias séries. No entanto, o PTVD tinha um problema conceptual: Ao falarmos de várias séries por episódio, não conseguíamos chegar de forma consistente aos fãs de séries. Acabávamos por ter quatro tipos de ouvintes:

 

  • Os que acompanhavam tantas séries como nós e que subscreviam - a minoria, no universo de potenciais ouvintes;
  • Os que não acompanham tantas séries como nós, mas que ouvem tudo e subscrevem sem se importarem com spoilers;
  • Os que, não acompanhando tantas séries, subscrevem o podcast e saltam durante o episódio para as séries que lhes interessam;
  • Os que vêem menos séries e, ao encontrar um podcast que fala de tantas séries - algumas que podem não ver - não subscrevem porque, sejamos francos, não lhes interessa descarregar um podcast que não fale com maior regularidadade daquilo que eles querem ouvir.

 

E era neste último ponto que o PTVD empancava. Aliás, um dos motivos para a criação d' ACDN foi não apenas o tempo que Game of Thrones comeu de dois episódios que fizemos sobre a série. Em três temporadas, posso dizer que a ACDN não apenas escalou, já ultrapassou os números que o PTVD fazia. Falar de apenas uma série (que, num mercado de nicho, é em si só um tópico) acaba por ser melhor do que falar sobre várias séries.

 

"Então vais fazer podcasts sobre várias séries?" Não. Obviamente, não. Com ACDN, para além da hora/hora e poucos que demorava a gravar o áudio, o esforço semanal acabava por ser, no mínimo dos mínimos, de quatro horas, se tivermos em conta aquilo que rodeia directamente o episódio: Preparação (entenda-se, ver o episódio, tirar apontamentos, ler artigos relacionados), gravação, edição, publicação (inclui textos, criação das imagens, etc). Com o vídeo, esse tempo podia duplicar ou triplicar (caso existissem problemas - vão sempre existir problemas). Com as gravações ao vivo e com a montagem e desmontagem de material… É o dia todo nisto.

 

Isto não quer dizer que uma das vertentes disto não passe pelo podcasting. Vai passar. Um dos obstáculos d' ACDN era a urgência da publicação, a relevância instantânea que se perde ao longo da semana. Quanto mais intemporal é o tópico, menor é a urgência de publicação. No PTVD tenho um episódio em particular de que me orgulho muito, talvez seja esse o modelo que vou seguir, pelo menos para já.

 

E se fosse sobre cinema? Não vou tão regularmente ao cinema como gostaria. Existem muitos blogs de cinema por aí, vários deles mesmo muito bons. Se vou falar de cinema? Possivelmente. Mas não vejo como prioridade. No entanto, reconheço facilmente que é um formato mais acessível para a maioria do público: Um mercado bem menos fragmentado e com uma máquina de comunicação bem oleada.

 

Por isso, o que é que vem para aqui? Muito honestamente, e depois de alguns parágrafos em que estive a divagar e a arranjar motivos (que, diga-se, acredito serem perfeitamente justificáveis) para dizer o que não vou fazer, não faço puto de ideia. Para já, este post. Tenho um outro post preparado (sai às 20:00), e ideias apontadas. Dicas para organização blogueira aceitam-se.

23
Out17

Sobre mim

Manuel Reis

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Não sou muito bom a escrever auto-biografias, mas cá vai.

 

Vida

Nasci num Domingo numa cidade católica, mas nunca quis nada com a igreja. Ocupava tempo que era útil para outras coisas. Como, por exemplo, aulas de música, treinos de basquetebol ou consultas de psicologia. Nunca fui realmente bom em nenhuma delas. Acabei ateu. (Daí a necessidade de consultas de psicologia.) Sou Sportinguista, daqueles que vai a um jogo de voleibol a uma sexta à noite de Inverno em Matosinhos, se for preciso e se estiver por perto. (Daí a necessidade de consultas de psicologia.) Tenho um sentido de humor auto-depreciativo e bastante irónico. (Daí a necessid… Acho que já perceberam a ideia.)

 

Blogs

Escrevo em blogs desde 2004, creio. Virado para TV e Cinema (sobretudo TV) desde 2005/2006, com blogs especificamente sobre séries e, depois, no Hotvnews (a partir do final de 2006). O blog durou mais três/quatro anos além daí, mas fiquei ligado à comunidade que se criou entre vários blogs. Também escrevi no e ajudei o Espalha-Factos (antes de sequer presumir que fosse dominar o Mundo). Tanto que, a partir de 2011, passei a apresentar (e a escrever) os TCN Blog Awards (parceria entre a revista Take e o blog Cinema Notebook), uma iniciativa que existiu para premiar os melhores ligados à blogosfera dedicada às artes de ecrã.

 

Podcasts e Rádio

Em 2012 aceitei o convite para me juntar ao TVDependente, onde fiz o Podcast TVDependente durante 3 anos (e 2 dias) e 63 episódios (do 5 ao 68). E ficou o bichinho. Pensei em fazer um podcast apenas e só dedicado a Game of Thrones, aptamente intitulado A Cabeça do Ned, para conversar sobre os episódios que tínhamos acabado de ver. Já foram 27 episódios em três temporadas, a passar do estúdio para o bar (e por uma livraria) e para watchparties (as pessoas juntam-se para ver o episódio). Não me quero gabar, mas os funcionários do bar em que gravei o final da 3.ª temporada disseram que aquilo estava «tipo final do Euro». E acho que estava lá um tipo chamado Eder que deu um golo de cerveja. Continuando: Na 3.ª temporada avancei para o canal de YouTube, que ajudou a valorizar o produto.

 

No entretanto, já ajudei alguns autores a publicarem o seu próprio podcast. (Dica: evitem o Feedburner a todo o custo.)

 

O lado técnico da produção d' A Cabeça do Ned está baseado na Rádio Zero (o site está inactivo, mas estamos pelo Facebook), uma secção autónoma da AEIST (instituição na qual nunca fui aluno) que promove as várias valências da rádio junto da comunidade (não limitada ao IST, refira-se). Estou lá desde 2015 (qualquer um pode propôr um programa) e é um excelente projecto ao qual se devem juntar, se quiserem experimentar fazer rádio ou aprender a gerir uma. Também fiz um ano (realisticamente) na ESCS FM.

 

Trabalho

Já trabalhei num cinema, em preenchimento de base de dados, a vender cartões de crédito num call center e a encher copos de água (e a esvaziá-los, e a limpá-los, e a transportá-los) num canal de televisão.

 

Estudos

Tirei um curso de informática de gestão, mas as minhas skills de programação resumem-se a folhas de Excel que me ajudam a tornar os meus fluxos de trabalho mais eficazes. Em 2015, comecei a estudar Publicidade e Marketing na ESCS. Vamos ver no que dá.

 

Redes Sociais

Estou no Facebook desde 9 de Março de 2008 (onde sou ManuelReis), no Twitter desde 26 de Junho de 2008 (onde sou ManuelReis) e no Instagram desde 14 de Novembro de 2013 (onde sou EuSouManuelReis, porque alguém chegou ao ManuelReis antes de mim e, apesar de essa conta aparentemente já não existir, o Instagram não me deixa mudar de username).

 

Miscelâneos

Vou ao cinema (menos vezes do que gostaria). Vejo séries (mais do que devia)x. Para ambos sigo críticas para melhor escolher o que vou ver, mas vejo algo muito mau se me divertir a ver aquilo. (Aguentei Smash até ao fim só para me rir e vi The Room, de Tommy Wiseau, seis vezes, cinco em sala.) Toco guitarra (aceitável-ish), bateria (aceitável-ish), baixo (abaixo do aceitável), piano (mal) e kazoo (em que até sou bom). O único traje que tenho para cosplay é o do Bill Murray a fazer de Bill Murray em Space Jam. Eventualmente terei um robe de Jedi. Ofereceram-me uma ducky tie no meu aniversário. Entre as minhas posses de objectos de cultura pop, inclui-se o escudo do Capitão América, o urso do Mr. Bean, uma TARDIS e um Sharknado. Por vezes deixo crescer demasiado o cabelo. Não gosto de queijo. Readquiri o hábito de leitura em 2017 e estou muito feliz com isso.

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