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Já a Seguir

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Ouve o episódio mais recente

Óscares: Antecipação e previsões (com Samuel Andrade)

Fevereiro 07, 2020

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Óscares este Domingo (em Portugal passam na Fox - com comentários - e na Fox Movies - sem comentários), e o Samuel Andrade voltou ao Já a Seguir para falarmos dos nomeados.

Onde ver os filmes: http://bit.ly/JAS_Oscars2020_1
O meu boletim dos Óscares: http://bit.ly/2OBjJWN
Copiem e preencham: http://bit.ly/JAS_Oscars2020_Ballot

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À conversa sobre “Casa do Cais” (com Ana “Peperan” Correia, Helena Amaral)

Janeiro 30, 2020

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A segunda temporada da Casa do Cais estreou com grande fanfarra na RTP Play, e trouxe a Ana Correia (ou “Peperan”) e a Helena Amaral a estúdio para falarmos da série, do Preço Certo e de jingles.

Ouçam a Epopeia (novos episódios todas as Quintas-feiras, em directo, às 10:40, na RDP Internacional)
Vejam a Casa do Cais

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Onde (e como) ver os nomeados para os Óscares

Não são assim tão poucos, e estão quase todos disponíveis legalmente

Janeiro 20, 2020

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Mais um ano passou, mais um ciclo de nomeações aos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Mas, estando fora do Estados Unidos ou não sendo membro da Academia, torna-se difícil conseguir ver todos os nomeados em tempo útil. Isto, claro, sem contar com o tempo que passamos à procura de de cada um destes filmes.

Foi por isso que procurei e estes foram os resultados que encontrei: eis algumas dicas para ver os nomeados, dentro das possibilidades legítimas. Muito sinceramente, quando parti para isto, não esperava que os resultados fossem tão encorajadores.

O Fácil

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The Irishman tem 10 nomeações e um rejuvenescimento digital de fazer inveja a qualquer creme Q10. [Foto: Niko Tavernise/Netflix]

Apesar de não ter prática da estreia generalizada de filmes em sala, a verdade é que a Netflix traz à mesa um ponto extremamente positivo: distribuição global. Qualquer produção deles é disponibilizada em todos os territórios em simultâneo, oferecendo uma cobertura difícil de acontecer na distribuição internacional, sobretudo num modelo de distribuição em que as estreias e a disponibilização em home video/on demand ainda têm um desfasamento grande. No entanto, volto a insistir: é um pecado capital não estrear filmes, sobretudo os grandes filmes, no cinema. Não me surpreendia se a Netflix fosse arredada de grandes vitórias como resposta da indústria a esta postura.

Mesmo assim, a gigante do streaming tem 24 nomeações, incluindo duas para Melhor Filme: é lá que podem ver The Irishman e Marriage Story, mas também The Two Popes, nomeado para Actor, Actor Secundário e Argumento Adaptado; J'ai perdu mon corps e Klaus, nomeados para Melhor Filme de Animação; American Factory e Democracia em Vertigem, nomeados para Melhor Documentário; e Life Overtakes Me, nomeada para Melhor Documentário em Curta-Metragem. Os links mandam-vos directamente para os filmes, mas têm de ter uma subscrição para os poderem ver.

Gisaengchung (ou Parasitas - o filme do ano, para mim), teve a sua distribuição reforçada em todo o país. O filme está em exibição contínua em Portugal desde Setembro, algo já de si estranhíssimo para um filme de Hollywood, ainda para mais para um filme não-americano. Será lançado em DVD em Portugal na semana seguinte à da cerimónia.

Dois dos filmes mais nomeados, Joker e Once Upon a Time… in Hollywood, ainda estão a rodar em algumas salas do país, mas também já estão à venda em DVD e disponíveis em alguns serviços de aluguer por VOD.

De resto, dos nomeados para Melhor Filme, ainda há três filmes por estrear nas salas portuguesas: 1917, de Sam Mendes, estreia cá no dia 23; no entanto, devido aos recentes problemas da Universal (distribuidora) com a NOS (exibidora), poderá não ter uma distribuição tão alargada pelo país como seria expectável (à semelhança do que já aconteceu com Hobbs & Shaw, Good Boys ou Cats - se bem que, neste caso, até foi melhor assim). [UPDATE: Aparentemente, 1917 foi lançado em todos os cinemas da NOS. Vá, vão ver!] Bombshell (com três nomeações) também se estreia no dia 23*, e Jojo Rabbit e Little Women estreiam no dia 30, tal como o documentário For Sama. Ainda antes da cerimónia vai ser possível ver Boże Ciało, a aposta polaca para Filme Internacional, que estreia no dia 6 de Fevereiro.

* Também no dia 23? O Filme do Bruno Aleixo. Não está nomeado. Mas vale a pena referir.

Curtas Ficção Live-Action:
Brotherhood
Nefta Football Club
The Neighbors' Window
Saria
A Sister
Curtas Animação
Dcera (Daughter)
Hair Love
Kitbull
Memorable
Sister [Pago]
Curtas Documentário
In the Absence
Learning to Skateboard in a Warzone (If You're a Girl)
Life Overtakes Me [Netflix]
St. Louis Superman
Walk Run Cha-Cha

Também estão disponíveis 12 das 15 curtas nomeadas para Animação, Ficção e Documentário. Os links estão aqui ao lado.

Boa parte dos blockbusters lançados ao longo do ano e que conseguiram nomeações estão disponíveis para aluguer nas plataformas de VOD das operadoras, no YouTube/Apple TV/Google Play, ou em DVD. Entre estes estão Rocketman, Avengers: Endgame, Toy Story 4 ou Ad Astra.

O Difícil

Há filmes cuja nomeação cai num limbo entre a exibição em sala e o lançamento em home video/VOD. É o caso de Ford v Ferrari, que também continua em exibição, mas apenas em três salas. [UPDATE: Duas salas.] Tal como Parasitas, o DVD será lançado pouco depois dos Óscares.

Dolor y Gloria, de Pedro Almodóvar (nomeado para Melhor Filme Internacional e com Antonio Banderas indicado para Melhor Actor), está em exibição apenas em Lisboa, e apenas à tarde, pelo menos até 22 de Janeiro.

O Impossível

De 53 filmes nomeados, há 10 9 que não estão disponíveis no mercado português (seja em sala ou on demand); seja porque já fizeram o seu percurso e estão naquele purgatório entre exibição em sala e DVD/VOD; seja porque, simplesmente, não vão estrear cá. Tira-se destas contas Les Misérables, nomeado para Filme Internacional, que estreia dia 20 de Fevereiro.

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Tom Hanks está nomeado pela primeira vez em 19 anos, mas o filme não tem estreia marcada para Portugal. [Foto: Lacy Terrell/Sony]

O maior crime desta award season é a não-estreia de A Beautiful Day In The Neighborhood, com Tom Hanks (nomeado para Melhor Actor Secundário), um nome que põe rabos nas cadeiras, mesmo que a referência cultural possa ser desconhecida do público português. Com duas nomeações (entre as quais Melhor Actriz), Harriet (dedicado à vida de Harriet Tubman, abolicionista e activista afro-americana durante o século XIX) também não tem data prevista para estreia nacional, bem como dois dos nomeados para Melhor Documentário, The Cave e Honeyland (também indicado para Filme Internacional).

Entre os que já foram exibidos em Portugal, Judy já estreou e já fez o seu percurso e The Lighthouse, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, foi apenas exibido no Lisbon & Sintra Film Festival. [UPDATE: The Lighthouse irá estrear no dia 27 de Fevereiro, em exclusivo no Cinema Nimas, em Lisboa. h/t @Abel_Oliveira10, @fcondemartins]

A cerimónia acontece no dia 9 de Fevereiro, com transmissão na Fox Movies (sem comentários em português) e na Fox (com comentários em português). Se detectarem alguma falha ou alguma estreia marcada entretanto, avisem!

P.S.: Querem um boletim para fazerem as vossas apostas e marcarem o que viram numa checklist? Também se arranja.

Succession T1 e T2: O 1% com qualidade

Os Roy são gentinha, mas dão mote a umas horas de excelente televisão.

Dezembro 30, 2019

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Um retrato de família bom para um postal de Natal.
E-D: Jeremy Strong, Kieran Culkin, Brian Cox, Sarah Snook, Alan Ruck

[SEM SPOILERS] Esta é daquelas que, no seu primeiro ano, esteve ali meio escondida, sem se mostrar muito, a estrear depois dos últimos episódios da T2 de Westworld, mas que, pela premissa (uma história inspirada nas famílias Murdoch e Redstone, proprietárias de grandes consórcios de media, com algumas pinceladas da família Trump), já me tinha deixado curioso. A segunda temporada, exibida a partir de meio do Verão (a acompanhar a votação dos primeiros Emmys para que foi nomeada) conseguiu subir bastante o hype.

Obviamente, tive de lhe pegar e confirmar com os meus próprios olhos. E foi tudo aquilo que me prometeram (e mais).

Criada por Jesse Armstrong (com créditos firmados em Peep Show e The Thick Of It) e produzida por Adam McKay (em linha com aquilo que tem feito nos últimos anos, especificamente The Big Short e Vice), Succession tem um elenco de luxo, de onde tenho de destacar Jeremy Strong (a minha interpretação preferida da série) e Brian Cox, num papel que pode marcar a sua vasta carreira. E a música do genérico, de Nicholas Britell, é absolutamente viciante (vai-se tornar no meu toque de telemóvel).

Succession lá vai passando pelos pingos da chuva, ultrapassando algumas dificuldades que podem surgir com o tempo: na segunda temporada a série cresceu, deu algum carácter aos personagens para lá da tendência actual de “é tudo gente de merda”, ou das referências à Fox News e ao actual estado de paranóia dos mass media norte-americanos (e não só). Mas sente-se a rédea curta de Armstrong e da sua equipa para evitar que a série se desvie facilmente para a paródia completa* ou para a novela familiar. Há um equilíbrio muito bem trabalhado melodrama e o conflito interno associado a Kendall (Strong), a imaturidade de Roman (Kieran Culkin) a paródia associada (de formas totalmente diferentes) a Connor (Alan Ruck), Tom (Matthew Macfayden) e Greg (Nicholas Braun), e Shiv (Sarah Snook), que vai fazendo mais jogo de bastidores do que a restante família.

* Por vezes sinto que Succession podia ter um spin-off para uma sitcom - são as influências de The Thick Of It, Veep e do restante passado de Armstrong a falar mais alto. Não é que seja mau.

A série já conta com duas temporadas, com a terceira a caminho (mas ainda sem data de estreia confirmada). Tudo disponível na HBO Portugal*.

* Se começarem a série, tenham algum cuidado na navegação: a plataforma pode-vos mandar directamente para a T2; garantam que têm a primeira temporada seleccionada.

P.S.: Enquanto editava este post, encontrei um episódio de um podcast que esmiuça o guião de Succession, a forma como a série trabalha cada uma das temporadas, e como isso se aplica (de uma forma geral) à escrita de argumentos. Contém spoilers - foi publicado após os primeiros 4 episódios da segunda temporada.

A verdadeira "Crise" é conseguir ver tudo em Portugal

Crisis On Infinite Earths estreia este Domingo. Ou Terça.

Dezembro 07, 2019

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Brandon Routh (Superman Returns) volta a envergar a capa do Super Homem, numa versão com elementos adaptados da mini-série de BD Kingdom Come. [Imagem via HBO Portugal]

Mais um ano, mais um crossover anual do Arrowverse (as séries da DC Comics na CW): Supergirl, Batwoman, The Flash, Arrow e Legends of Tomorrow (LoT) juntam-se para Crisis On Infinite Earths, a adaptação televisiva da saga de meados dos anos 80. De todos os trailers e fotografias promocionais que têm sido lançados (como a foto que ilustra este texto), já há algumas certezas: para além de Routh (que faz parte do elenco regular de LoT), Tom Welling (Smallville) vai voltar a interpretar Clark Kent, Kevin Conroy vai dar corpo a Bruce Wayne (depois de lhe dar voz desde 1992), há chamadas a séries antigas (o Flash dos anos 90, de John Wesley Shipp, que já tinha aparecido em Elseworlds, o crossover de 2018; mas também Ashely Scott, de Birds of Prey, série de 2002-03), e até dá para incluir, pela primeira vez nas três temporadas da série, Cress Williams, de Black Lightning. Receita para um crossover com expectativas elevadas, até porque é o melhor (ou menos mau, depende da perspectiva) que a DC consegue fazer em live-action.

O crossover começa este Domingo (8 de Dezembro) nos EUA, continua na Segunda e na Terça, e termina no dia 14 de Janeiro num episódio duplo. Para quem está nos EUA, é simples: basta ligar a televisão, ver o que tem a ver. Ou ir à app da CW no dia seguinte. Mas… E fora dos EUA? E cá em Portugal? Onde dá para ver Crisis?

Antes, uma observação necessária para entender isto: apesar de todos estes episódios terem o mesmo título e continuidade entre si, são produzidos e distribuídos como episódios individuais de cada uma das séries a que (efectivamente) pertencem. Por isso, os três primeiros episódios são de Supergirl, Batwoman e The Flash; e os últimos dois serão de Arrow e LoT. Quem viu os crossovers anteriores também pode notar isto com a maior (ou única) presença de certos actores no episódio da respectiva série.

Ou seja: os crossovers não são distribuídos de forma independente das séries, o que complica e dificulta a sua visualização a partir do momento em que saem dos EUA e da esfera do "evento televisivo" que é criada à sua volta. Por outro lado, o espectador está a ver uma série e, de repente, tem um episódio com mais personagens e que não tem nada a ver com a história que acompanhava (se acompanham Arrow ou LoT na RTP, já se devem ter deparado com isto).

Se cada episódio pertence a cada série… Cada série está num sítio diferente. As séries do Arrowverse que fazem parte do crossover estão em QUATRO diferentes canais/plataformas em Portugal:

SérieTemporada actualRTPAXNNetflixHBO Portugal
Arrow(última)InterrompidaInterrompida
(em repetição)
Até à T6
(Maio 2018)
 
The Flash6Interrompida Dois dias depois 
Supergirl5  Dois dias depois 
Legends of Tomorrow(Janeiro 2020)  Até à T3
(Abril 2018)
 
Batwoman1   Dois dias depois


Dá para perceber aqui que há algumas boas notícias: a primeira parte vai poder ser vista em Portugal, embora com um par de dias de diferença em relação à exibição original. Vão é andar a saltitar de plataforma em plataforma:

  • Parte 1: Supergirl (Netflix, Terça-feira)
  • Parte 2: Batwoman (HBO Portugal, Terça-feira)*
  • Parte 3: The Flash (Netflix, Quinta-feira)

* Com estas alterações de calendário, Batwoman acaba por estar disponível na HBO Portugal, excepcionalmente, no dia seguinte ao da emissão original. Quem diria?

a segunda parte, que passa a 14 de Janeiro… será mais complicado. A RTP ainda não anunciou datas de estreia para as novas temporadas de Arrow* ou de LoT (essa estreia imediatamente a seguir ao crossover), mas seria sempre na emissão linear (nada de RTP Play, pelo menos nas temporadas transmitidas até agora) e com pouca fiabilidade de horários. O Netflix também não tem previsão da publicação das temporadas anteriores, muito menos das correntes.

* Arrow estreia primeiro na RTP e só depois no AXN.

Esta situação não é única para Portugal: O exemplo mais simples possível é o Canadá, em que as cinco séries estão separadas entre dois canais diferentes. No entanto, há emissão simultânea com os EUA. Em Espanha acontece algo semelhante, com as séries espalhadas por vários canais ou plataformas - embora com uma transmissão mais a par (ou mais perto) do que temos em Portugal.

É estranho que, em 2020, com a discussão global a acontecer em peso na internet, os espectadores ainda estejam limitados na forma como podem aceder a conteúdos audiovisuais. Por mais serviços de streaming que surjam, é preciso que também exista um mercado de direitos globais, acesso instantâneo para todo o Mundo… E direitos centralizados (neste caso, à Warner o que é da Warner - tudo na HBO Portugal/Max), algo que vai começar a acontecer nos próximos anos e que só ocorrerá para as séries mais antigas quando os contratos actuais se expirarem. Há quem esteja disponível a pagar pelos serviços, mas ter de esperar mais do que 24 horas por um episódio, nos dias de hoje, é absurdo - sobretudo quando existem cópias de igual (ou melhor) qualidade a circular pela internet logo após (ou poucas horas depois) a emissão original.*

* The Flash e Supergirl, inicialmente, tinham os seus episódios no dia seguinte ao da emissão nos EUA. Em Outubro de 2018 passaram a ser disponibilizados dois dias depois - um dos motivos que me levou a cancelar a subscrição do serviço. Sim, só por mais um dia. Sim, sou assim tão picuinhas.

Felizmente existe (e existirá sempre) o Videoclube do Sr. Joaquim(wink wink), mas as ferramentas para deixar de passar por lá já existem - é pena é que as continuem a ignorar.

The Irishman - O Irlandês (com Rui Alves de Sousa)

O Netflix lança a sua maior aposta de sempre no cinema… mas sem o lançar em sala.

Novembro 27, 2019

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A nova obra de Scorsese estreia apenas na plataforma de streaming, e eu e o Rui Alves de Sousa, do À Beira do Abismo, falamos um pouco sobre o filme: as performances de DeNiro, Pacino e Pesci (entre outros), a distribuição (ou falta dela) e sobre como podemos conseguir estar presos durante 3 horas e meia a um ecrã. Ah, e há #20MetrosDeClaudiaCardinale. (Vamos tentar fazer disto uma cena, sim?)

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005: Tanto streaming, tão pouco tempo (com Tomás Agostinho)

Apple TV+, Disney+, The Morning Show, For All Mankind, The Mandalorian

Novembro 13, 2019

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Em poucos dias, duas novas plataformas de streaming. Mas dá para tanto? Falo um pouco sobre algumas das ofertas do Apple TV+ (The Morning Show, For All Mankind) e do Disney+ (The Mandalorian), e deste novo maravilhoso mundo de consumo com o Tomás Agostinho, do Universos Paralelos.

Referido no podcast: a entrevista de Werner Herzog à Variety.

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Mutant Blast: Larguem tudo o que estão a fazer

Outubro 23, 2019

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O poster é do Edgar Ascensão, que me desenhou a capa d' A Cabeça do Ned. Quem o viu e quem o vê!

Isto vem tarde, mas por um motivo: só há pouco é que tive oportunidade de ver Mutant Blast, a primeira longa de Fernando Alle (Papá Wrestling, a excelente Banana Motherfucker) no cinema. E nem foi por falta de oportunidades, mas mais por falta de organização pessoal. Mesmo assim, meti-me numa sala de cinema à meia-noite (com companhia que tem compromissos de manhã) e fui ver. Resultado? Numa escala de 0 a 10, dou-lhe um “f*da-se, é muito bom”.

A urgência do título deve-se a um simples facto: Eu vi este filme tarde; tarde o suficiente para ser difícil motivar-vos a ir vê-lo; tarde, porque o filme já anda a percorrer festivais (tendo passado pelo MOTELx de 2018) há imenso tempo; tarde, porque já o podia (e devia) ter visto antes da estreia no cinema. Estreia essa que apenas aconteceu em 15 salas em todo o país (incluindo Açores), com algumas capitais de distrito (como, com grande pena minha, Aveiro) a ficarem de fora.

Reforço a mensagem de cima: larguem tudo o que estão a fazer e enfiem-se na sala de cinema a ver o filme. Vão ver o Joker? Não liguem, já fez mais de 700 milhões de dólares, vejam depois. Têm de enviar e-mails? Podem esperar. Ver um jogo de futebol? Há jogos todos os dias. Foram ao supermercado e têm congelados? Deixem descongelar, ficam com o jantar feito. Ir buscar os putos à escola? Não é por duas horas. Sexo marcado com * companheir*? Reagendem para outro dia (e vão ao cinema, mas nada de funny business). Uma emergência médica que tem de ser tratada imediatamente? É o último filme que vêem na vida, pelo menos morrem a rir.

Uma viagem louca, surrealista, absurda e extremamente satisfatória, e que, definitivamente, não é um filme de zomb*es. Mesmo com alguns pecados (uma sequência um pouco longa para a emoção que tem, mas extremamente bem resolvida, outra questão de continuidade estranha), foi uma experiência bastante sólida. Vão por mim, é garantia de divertimento. Despachem-se: o filme não deve ficar muito tempo nos cinemas.

Auto-publicidade: Podem sempre recordar a minha conversa (juntamente com mais uns quantos bloggers/facebookers de cinema) com o Fernando Alle durante a Comic Con Portugal deste ano.

004: Joker, Watchmen, Batwoman (com Fábio Conde Martins)

Outubro 18, 2019

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Após uma pausa para lavar a cara, há um episódio - imagine-se! - inteiramente dedicado a adaptações dos universos DC: Joker, um candidato antecipado aos Óscares; Batwoman, mais uma série no Arrowverse, que acelera para uma Crise; e Watchmen, a nova série de Damon Lindelof (Lost, The Leftovers) para a HBO. Para esta há uma conversa com o Fábio Conde Martins, jornalista da MAGG e autor da newsletter Séries Fixes Para Ver.

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